domingo, 31 de julho de 2011

HÁ UM HERÓI EM VOCÊ. QUER CONHECER?

Como nos mitos e contos de fadas, nossa vida pode ser traduzida como uma grande aventura, onde o papel de herói nos serve como uma luva.
A cada dia, vencemos leões e dragões e, no final, encontramos o tesouro da felicidade. Como o sucesso da jornada depende do perfil do personagem, leia os arquétipos e descubra quem mora dentro de você nesta fase da vida.

O MAGO

Apesar de o Mago estar sempre associado a alguém com poderes extraordinários, esse arquétipo se manifesta em nossa vida de forma simples e corriqueira.
Nossos poderes mágicos sempre aparecem quando usamos o poder pessoal para transformar – para melhor – a realidade. Estamos usando o dom da magia quando contribuímos para o bem-estar das pessoas.
O Mago também está ativo quando conseguimos curar a nós mesmos ou aos outros até por meio de palavras de conforto. Quando esse arquétipo está atuante em nós, começamos a experimentar eventos sincrônicos, como coincidências significativas. Podemos despertar esse Mago interior ao nos conectar a outros planos de consciência – por meio dos sonhos, da meditação ou da oração – ou quando fazemos alguma descoberta relevante sobre nós mesmos ou a respeito da vida.
Se o Mago estiver atuante:
use a inspiração para agir concretamente com base em suas visões e torná-las reais. Desenvolva a capacidade de transformar a realidade modificando as realidades mentais, emocionais e espirituais. Para isso, a meditação e a oração são duas das formas de se conectar ao mundo interior e ao plano divino. Use com consciência o conhecimento de que cada coisa está ligada a todas as outras.

O GUERREIRO

Esse arquétipo cobra coragem, força e integridade para estabelecermos metas e perseverarmos até atingi-las. Somos Guerreiros também sempre que enfrentamos uma autoridade injusta – um patrão ou um professor, por exemplo – e todas as vezes que protegemos alguém ou nos arriscamos por um princípio. Na competição, o Guerreiro dá o melhor de si e se esforça não só para vencer mas para jogar limpo. Nos ensina também a ser duros o suficiente para não nos deixarmos intimidar: sem um poderoso soldado interior, não temos defesa contra as exigências e intromissões dos outros. Mas, como nem sempre as diferenças se resolvem por meio da guerra, as armas devem incluir disciplina, sabedoria, poder de persuasão e capacidade de reunir o apoio externo para nossas causas.
Se o Guerreiro estiver atuante:
Lembre-se de que, para cada Guerreiro que combate a injustiça, existe outro que luta para preservá-la. Cuidado, porém, para não se deixar contaminar pelo arquétipo, achando que cada encontro é uma disputa, e considerar uma ofensa pessoal sempre que alguém discorda de você. Coloque-se de forma honesta e limpa nos conflitos e se disponha ao diálogo e a acordos nas relações. Lembre: nunca se deve usar o poder da espada, da caneta ou da palavra para ferir desnecessariamente outra pessoa.

O MÁRTIR

Esse arquétipo remete aos rituais de fertilidade das antigas religiões, em que havia o sacrifício humano aos deuses. Em sua base, estava a crença de que a morte é um pré-requisito para o renascimento. Todos, por vezes, temos a necessidade de sacrificar algo em prol de outra pessoa ou de uma causa. São exemplos de Mártires a nossa volta as mulheres que abrem mão a contragosto da carreira para cuidar dos filhos e os homens que se sentem vítimas por trabalhar pelo sucesso da empresa ou pelo sustento da família. O extremo desse arquétipo, entretanto, consiste em usar a máscara da bondade ou da abnegação como poder de barganha para manipular situações e conquistar a simpatia alheia. Como os pais que abandonam suas vidas pelos filhos, mas mais tarde querem algo em troca. O sacrifício sincero é transformador e enobrecedor – o exemplo são pessoas que realmente dedicam seu tempo a ajudar as outras.
Se o Mártir estiver atuante:
o preço de se comprometer – com outra pessoa, um trabalho, uma causa – é a perda da liberdade de todas as outras escolhas que poderiam ser feitas. Fique consciente das situações em que é realmente importante se sacrificar. E evite sustentar a dependência ou a irresponsabilidade dos outros. Quando aprendamos a dar e receber, mergulhamos na essência do amor: a reciprocidade.

O NÔMADE

A porção Nômade que habita em nós remete às histórias de exploradores andando sozinhos pelo mundo. Somos Nômades quando optamos por descartar antigas regras e comportamentos a fim de descobrir quem somos e o que queremos de verdade e caminhar em direção à auto-realização, com afinco e independência. É fácil identificar o perfil do Nômade em homens e mulheres de negócios capazes de alcançar sucesso ao andar com os próprios pés ou mesmo em pessoas que se colocam à margem das normas da sociedade por suas idéias originais. Nosso Nômade interno se manifesta também quando sentimos necessidade de isolamento, de ficar ou mesmo viajar sozinhos: precisamos de períodos de solidão para vagar em nosso mundo interior. Muitas vezes somos impelidos a esse mergulho por acontecimentos externos, como a morte de um ente querido, uma traição ou um abandono.
Se o Nômade estiver atuante:
Mesmo que exteriormente mantenha a rotina, acalente novas idéias. Busque alternativas de vida que o estimulem a embarcar na grande aventura em direção a seus sonhos. Às vezes, precisamos perambular um pouco a fim de crescer. Cultive os momentos a sós para se conectar suas verdades, mas não se isole apenas para fugir da realidade e evitar o comprometimento.

O INOCENTE

Esse arquétipo que existe dentro de todos nós conserva a esperança mesmo quando o mundo está sombrio e se apega aos sonhos apesar de sua concretização parecer improvável. Por outro lado, é vulnerável e dependente como uma criança. O Inocente também quer se sentir protegido, ser amado e aceito incondicionalmente pelos outros. Ingênuo, acredita que o mundo vai tratá-lo bem porque é bondoso e especial. No fundo, espera que amigos, parceiros, empregadores e instituições tomem conta dele. E as pessoas instintivamente cumprem esse papel, tal como fariam com crianças. E, como a inocência tem o poder de conquistar, sua vida pode ser feliz, até experimentar a dor da separação, da perda de emprego, ou simplesmente porque os amigos param de tomar conta dele, esperando que ele cresça. O Inocente se choca ao descobrir que o mundo pode ser cruel, mas se recupera rápido do choque porque representa a parte dentro de nós que conserva a benevolência e a fé a despeito de todas as adversidades.
Se o Inocente estiver atuante:
Cultive a confiança e o otimismo sem negar a realidade ou se apegar a atitudes ingênuas e dependentes. Ao jamais abrir mão de seus sonhos e ideais, todo herói conserva seu quinhão de inocência. Entretanto, é preciso sacrificar certas ilusões a fim de crescer e aprender.

O ÓRFÃO

Esse arquétipo é ativado por todas as experiências em que nos sentimos abandonados, maltratados ou desiludidos. O Órfão é quase uma criança, que se vê privada de proteção e cuidado. Sua presença se revela não apenas quando nos sentimos vítimas de injustiças, fofocas ou traições, mas também quando nos conscientizamos de que o mundo não é justo ou de que há políticos desonestos, por exemplo. A vida está repleta de experiências que fortalecem o Órfão interior e nos fazem sensíveis, vulneráveis, sem esperança. Como vivemos numa sociedade em que ser vulnerável não é socialmente muito aceitável, a maior parte de nós esconde sua criança interior por medo do que os outros possam pensar. O resultado é que acabamos, além de magoados, solitários.
Se o Órfão estiver atuante:
Em vez se apegar à sensação de impotência, procure batalhar por um mundo melhor, pois ninguém irá fazê-lo por você. Enfrentar as limitações e situações negativas, mesmo em meio à dor, é uma forma de poder. Comece a procurar soluções para modificar as situações, engaje-se em um trabalho voluntário ou se filie a alguma ação coletiva, por exemplo. Compartilhe temores e feridas: assim você estabelece ligações sinceras com as outras pessoas, proporcionando o surgimento do vínculo que estabelece a intimidade e a troca.

sábado, 30 de julho de 2011

AS MULHERES E OS ARQUÉTIPOS DIVINOS

Você nasce do sexo feminino. Mas eis que um dia se descobre mulher. Que sofre, trabalha, ama, ri, cuida e é cuidada, namora, dá o fora, chora arrependida, é feliz. Você tem lança de guerreira, cai e levanta, às vezes demora a se aprumar, outras vezes é erguida pelas mãos de um anjo. Ou do tempo. E lava e passa e costura e cozinha e cria os filhos e foca na carreira e vai ao supermercado e pinta quadros e toma chope e puxa o decote pra baixo e levanta a moral. Exatamente como as suas amigas. Como muitas outras mulheres. Mas em essência, quem você é?
Que seiva corre nas suas veias? Independente de como os outros enxergam você, como você se vê? Há uma deusa e um significado, um modo de encarar a vida e uma essência nata dentro de cada uma de nós. E é ela que nos move, nos mantêm vivas, nos guia, dita nossas escolhas, nossa maneira de pensar, nossas ações. É ela que define de onde viemos e para onde vamos. E está em nós durante toda a caminhada.
Descobrir nossa essência é o primeiro passo. Aceitá-la, um ato inteligente. Aprender com ela, sabedoria pura. Aprimorá-la é para poucas.
Nos arquétipos a seguir, dou algumas pistas para você se inspecionar, investigar seu modo de agir, pensar e reagir.


DESCUBRA QUE DEUSA VOCÊ É

HERA,
a deusa do matrimônio - Um tipo tradicional de mulher, com foco no parceiro e não tanto em si mesma.

DEMÉTER, a deusa da maternidade - Para ela, a procriação é o principal motivo da existência feminina.

PERSÉFONE, a deusa menina-mulher - Atraente e sedutora, mais do que amar a um homem, este tipo ama o amor de um homem.

ATENA, a deusa independente - Mulher da sabedoria e do ofício, é feliz consigo mesma e não quer casar.

ÁRTEMIS, a deusa guerreira - Selvagem e livre, a mulher deste arquétipo busca constante superação de si mesma.

HÉSTIA, a deusa sensitiva - Simboliza o aconchego dos lares, é uma mulher em busca da paz interior.

AFRODITE, a deusa do amor e da beleza - Com magnetismo intenso, é a mais bela e governa múltiplas formas de amor e paixão.

Por: Bolsa de Mulher

MULHERES COM ARQUÉTIPO DE AFRODITE

As mulheres de natureza Afrodite são muito confiantes em relação às suas capacidades e, principalmente, no que tange a sua facilidade para atrair os homens que, geralmente, correm feito bobos atrás delas. Um ponto muito importante sobre este arquétipo feminino é o fato de não se submeter à autoridade masculina quando se casa ou em outras circunstâncias da vida e, justamente por isso, não renega o matrimônio como forma de impedir a dominação do homem, coisa que algumas deusas gregas chegam a fazer.
As carreiras de Afrodite sempre têm algo da sedução feminina: ícones da televisão e do cinema, modelos, estilistas, esteticistas, decoradoras e artesãs que dominam a criação da beleza são bons exemplos.
Os conselhos para as mulheres do tipo Afrodite envolvem o alerta quanto a uma postura frívola e promíscua diante do amor e do sexo (não à toa o nome "doença venérea" vem de Vênus, o nome romano para a deusa), assim como a necessidade de se policiarem para que a vaidade e o ciúme não dêem vazão a uma natureza arrogante e irrascível.

MULHERES COM ARQUÉTIPO DE HÉSTIA

As mulheres do tipo Héstia buscam a espiritualidade e possuem uma natureza mais intimista, sensível e não racional. São livres porque não se prendem aos valores mundanos e através do seu recolhimento se preservam das impurezas e atingem a interioridade das coisas.
No amor, o tipo Héstia sofre quando ocorre uma separação, mas consegue ficar um tempo consigo mesma (ao contrário dos homens que caem na gandaia ou entram automaticamente em um novo relacionamento). Ela utiliza a solidão e o isolamento do ninho vazio para renascer, como as viúvas que vencem a tristeza e sobrevivem ao baque da perda. Nem sempre surge uma mulher do tipo Atena ou Ártemis numa separação, mas com certeza uma Héstia está ao alcance de todas. Héstia é a profundidade interior que sustenta a mulher e dá uma liberdade que ela nunca teve. A sabedoria das avós também tem muito de Héstia.
As carreiras de Héstia geralmente são de natureza terapêutica ou espiritual, dada a sua capacidade de manipular elementos sagrados e mágicos visando à cura e à paz interior.
Parece difícil dar conselhos às mulheres do tipo Héstia, dada a profundidade e a sabedoria com que enxergam a vida. Talvez a necessidade de uma maior vida social e de maior diversão, ainda que seja justamente na sua postura recatada que resida grande parte da sua força.